segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Boas novas para as baleias!

Temos boas notícias a relatar! A Islândia recém encerrou sua caça comercial de baleias, justificando para tal decisão a falta de mercado para venda de carne de baleia.

A decisão da Islândia é uma grande vitória para esses mamíferos. Mas o governo islandês deixa aberta a possibilidade de retomar a caça se demanda por carne de baleia crescer ou se a Islândia receber permissão para exportar esse tipo de carne ao Japão.

Como a decisão do governo foi embasada em aspectos econômicos e não em conservação, é importante para todos envolvidos na comunidade conservacionista, aplaudir a decisão da Islândia de cancelar a caça e encorajar o governo a terminar
definitivamente toda a caça de baleias.

Por favor, clique em http://go.care2.com/e/s.hC/nFXc/Objh para agradecer à Islândia por cancelar a caça comercial de baleias, e encorajar o governo islandês a terminar permanentemente a atividade baleeira. Obrigado!
A foto acima é de Care2.com (http://www.thepetitionsite.com/takeaction/987794861?z00m=9651077)

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Preocupações com o aumento da radiação UV atingindo a biosfera

Sítio geográfico da estação antártica polonesa Henryk Arctowski, na ilha King George, Shetlands do Sul [Foto: U.F. Bremer, 2004]

Que efeitos tem a radiação UV sobre os ecossistemas antárticos?

A camada de ozônio protege a Terra dos
danosos raios ultra-violetas (UVB em particular), que podem causar câncer de pele. No oceano Austral, os raios UV podem ser letais para o plâncton e o próprio krill.

Estudos têm mostrado que a exposição a níveis crescentes de UV podem resultar na redução da produção primária e em mudanças na estrutura de comunidades. Como o fitoplâncton e algas do gelo constituem a base da cadeia alimentar marinha antártica, qualquer mudança na produtividade sazonal destes organismos pode levar efeitos de longo alcance a todo o ecossistema marinho antártico. É necessário aprofundar os estudos sobre os efeitos potenciais de raios UV sobre bactérias, eufausídeos, ovos e larvas de peixes, e os efeitos dos ultra-violetas sobre o DNA - tanto os transitórios quanto os permanentes.

Prever a resposta dos ecossistemas ao incremento da radiação UV é necessário para se conhecer o efeito dos UVs sobre os organismos principais. É preciso que pesquisas científicas enfatizem a quantificação do impacto dos UVs sobre a produtividade, atividade metabólica e bioquímica celular das espécies antárticas. Ênfase também deve ser dada na determinação da adaptação destes organismos para mitigar os danos por UV. Junto a estudos dos efeitos de ultra-violetas sobre a química da água, tais pesquisas contribuirão para a compreensão dos impactos de UVs nas cadeias alimentares e ciclos biogeoquímicos.

A depleção da camada de ozônio está aumentando?

Acampamento brasileiro-alemão na calota de gelo da ilha King George, 1997/98 (Fotografia: Mathias Braun).

O "buraco" sobre a Antártica apareceu mais cedo

Mais uma preocupação para os ecossistemas antárticos: o buraco na camada de ozônio sobre a Antártica apareceu mais cedo que o usual em 2007, disse a Organização Meteorológica Mundial (WMO), em sua sede em Genebra (Suíça), em editorial emitido dia 28 de agosto.
A agência especializada das Nações Unidas para o tempo e clima disse que "ainda é muito cedo para dar uma declaração definitiva sobre o desenvolvimento do buraco deste ano e o grau de perda de ozônio que ocorrerá. Isto dependerá, em grande parte, das condições meteorológicas". Ainda não está claro se o buraco de ozônio, que espera-se continuar a crescer até o início de outubro, será maior que o seu tamanho recorde em 2006.

Tendências
Enquanto o uso de cloro-fluor-carbonos que decompõem a camada de ozônio tem decaído, a WMO disse que grandes quantidades de cloro ou bromo permanecem na atmosfera e provavelmente continuarão a provocar buracos na camada protetora por anos a fio.
O relatório da WMO afirma que "embora as substâncias decompositoras de ozônio estejam decaindo lentamente, não há sinal de que o buraco de ozônio da Antártica esteja ficando menor", diz o relatório.
A WMO e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) têm declarado que até 2049 o buraco de ozônio provavelmente retornaria aos níveis anteriores a 1980, sobre a maior parte da Europa, América do Norte, Ásia, Oceania, América Latina e África. Mas, na Antártica, as agências disseram que a recuperação da camada de O3 retardaria até 2065.
Geir Braathen, uma autoridade científica sênior do programa ambiental e de pesquisa atmosférica da WMO disse que o buraco de O3 pode chegar ao extremo sul da América do Sul em 2007.

[fonte: Jamaica Observer, 29/08/2007. Para mais informações, veja a publicação da WMO (Antarctic Ozone Bulletin), que pode ser encontrada em http://www.wmo.ch/pages/prog/arep/documents/ant-bulletin-1-2007.pdf]

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Aker Seafoods se expande na Espanha

A companhia norueguesa Aker Seafoods ASA, a maior pesqueira e processadora de pesca da Escandinávia, operando 14 navios de pesca oceânica, agora está se expandindo na indústria pesqueira espanhola. Através da aquisição de uma participação majoritária na Pesquera Ancora S.L., a Aker Seafoods ganha o controle de 4 traineiras espanholas com direitos de pesca.

Além de uma captura estimada total de 50.000 toneladas de peixe e crustáceos (predominantemente krill) em 2007, a Aker herda agora, com a Pesquera Ancora, os direitos pesqueiros e a posse de cerca de 24% das cotas espanholas na Comissão de Pesca do Atlântico Nordeste (NEAFC) e em áreas da Organização de Pesca do Atlântico Noroeste (NAFO). Para 2007, isto significa mais de 2.300 toneladas de quota de bacalhau, o que corresponde a aproximadamente 3 licenças de pesca de bacalhau norueguesas.

Esta companhia, que emprega cerca de 1200 pessoas e tem lucro anual de 280 milhões de euros, também controla 23,8% das ações da Faeroe Seafood, que opera traineiras e 5 plantas de processamento nas Ilhas Feroé. Além do mais, ela opera 6 plantas de processamento na Noruega e outras 5 na Dinamarca, processando um total de aproximadamente 90.000 toneladas de produtos alimentícios marinhos.

A ambição da Aker, é fornecer alimentos marinhos de primeira classe aos consumidores de todos os principais mercados europeus. A companhia, que já usufrui de uma forte presença nos mercados norueguês e francês, agora entra na Espanha. Segundo Yngve Myhre, presidente executivo da Aker Seafoods "Pesquera Ancora tem longas tradições de enviar peixe para as demandas dos consumidores da Espanha, que é um dos maiores mercados de pescado na Europa, e portanto proverá à Aker Seafoods um excelente canal de distribuição neste importante mercado de pesca, servindo-o produtos frescos, congelados e salgados de alta qualidade". (fonte: www.fishfarmingxpert.no)

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Selos brasileiros comemorativos ao Ano Polar Internacional (2007-2008)

Foi emitido pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), em 13 de março, um se-tenant de 3 selos comemorativos ao Ano Polar Internacional (API). O logotipo do API destaca-se no plano superior do primeiro selo, tendo abaixo o navio de apoio oceanográfico da Marinha do Brasil, NApOc Ary Rongel. Comandante Ferraz , a estação antártica brasileira, é o principal elemento no selo central. Um pingüim imperador "observa", no terceiro selo, um mosaico de imagens de satélite do continente antártico com a logomarca do Programa Antártico Brasileiro sobreposta na posição polar. (criação de Wilsimar Catarina)
Mais informações: http://www.correios.com.br/selos/selos_postais/selos_2007/selos2007_03.cfm