Pela conservação das riquezas do Oceano Austral

A Antártica, continente quase inteiramente coberto de gelo e circundado pelas águas gélidas, porém biologicamente ricas do Oceano Austral, é um dos lugares mais marcantes da Terra. Essa região polar abriga um fabuloso conjunto de aves e mamíferos, onde se destacam os albatrozes, baleias, focas, petréis e pingüins. Fundamentais para a sobrevivência destas e outras espécies, pequeninos crustáceos, coletivamente conhecidos como krill antártico, crescem abundantemente em seus mares e dependem das algas que proliferam sob o gelo marinho para sobreviverem.
O Projeto de Conservação do Krill Antártico é fruto de um esforço cooperativo internacional dedicado à proteção do krill e dos ecossistemas do Oceano Austral e da Antártica. Formam o núcleo diretor do projeto, Pew Charitable Trusts e a ASOC (Coalizão Antártica e do Oceano Austral). O Núcleo Amigos da Terra Brasil (NAT) é o parceiro brasileiro neste projeto.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Baleerios japoneses vão à Antártica com guarda costeira


A Coalizão Caribenha Oriental pela Conscientização Ambiental enviou carta à Secretária de Estado Hillary Clinton, chamando a atenção dos EUA para um desastre que pode estar prestes a ocorrer no Santuário de Baleias do Oceano Austral - um santuário criado em 1994 pelo voto da maioria esmagadora da Comissão Baleeira Internacional (IWC) com apoio, inclusive, daquele país.
 
Enquanto o Japão envia, pelo 17º ano consecutivo, a sua frota baleeira para o Santuário de Baleias do Oceano Austral, observamos com consternação seu desafio a essa decisão histórica internacional. O que é mais assustador é que este ano sua investida incluiu também o pessoal armado da guarda costeira em resposta aos não violentos e desarmados ativistas que lá estão tentando garantir a decisão internacional que protege esse Santuário.
 
Ao despachar sua guarda costeira armada, o Japão não declarou as suas intenções. No entanto, é fato que implantou a capacidade de trazer a bordo à forçaos ativistas, ou desabilitar seu navio com ameaça de força letal em apoio a uma empreitada que é levada em claro desafio ao espírito da presente decisão conservacionista internacional.
 
Se esses guardas costeiros usarem suas armas isso constituirá uma agressão armada, no mar, contra cidadãos desarmados de diferentes países. Ambientalistas de todo o mundo estão observando o desenvolver dessa situação e se perguntando onde está a justiça?
 
Dentre a miríade de pessoas que se opõem à caça japonesa à baleia no Santuário do Oceano Austral, um californiano fez um jejum de 25 dias para chamar a atenção para este problema, e ele tinha a dizer o seguinte: "... Se for necessário me juntarei às inúmeras pessoas que deram suas vidas por dois princípios fundamentais:
1º. A regra de direito deve prevalecer, e
2º. Agressão armada em alto mar é inaceitável ...."

Se vidas forem perdidas ou mutiladas no mar, desta forma, como se restaurará a confiança que as pessoas têm em tratados internacionais?

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