Divulgação de notícias e temas tratados no Projeto de Conservação do Krill Antártico
quarta-feira, 15 de julho de 2015
Falso pinguim encontra pinguins de verdade (narração em inglês). Divirta-se!
Cientistas lançam falso filhotinho de pinguim camuflando um minicarro 4x4 para dar uma espiada numa colônia de pinguins imperadores.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
NOAA-led researchers discover ocean acidity is dissolving shells of tiny snails off West Coast
NOAA-led researchers discover ocean acidity is dissolving shells of tiny snails off West Coast
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Expedição à Antártica descobre a maior concentração de baleias jubarte dos últimos 20 anos
Os pesquisadores também mediram a biomassa de krill, estimando-a em cerca de dois milhões de toneladas. Se as mudanças na cobertura de gelo marinho, em decorrência das alterações climáticas na região, tem facilitado a alimentação das baleias, a continuidade desse fenômeno pode ser fatal para as populações de krill. E, consequentemente, para as próprias baleias e toda a cadeia alimentar no oceano Austral, pois as populações de krill não terão tempo para se recuperar, de uma estação a outra, mantendo assim as espécies que dele dependem. Como comenta Ari Friedlaender, da Universidade de Duke (EUA): “A curto prazo, a falta de gelo marinho é uma boa notícia para as baleias, ..., à medida que o krill se desloca verticalmente para a superfície da baía todas as noites”. Mas estas são más notícias a longo prazo para ambas as espécies e para todo o resto no oceano Antártico que depende do krill”.
Quer trabalhar (duro) 5 meses com lobos marinhos na Antártica?
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Baleerios japoneses vão à Antártica com guarda costeira
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Deserto de Cristal
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Salvar baleias ameaçadas de extinção ajuda o sequestro de carbono no mar
Os pesquisadores atribuem essa quantidade de ferro nos excrementos de baleias ao seu principal alimento, o krill. A análise foi feita comparando o teor da substância em todo o crustáceo e a amostra do material genético do DNA das fezes, o que provou ser esse pequeno animal a fonte de ferro mais importante para as baleias. A partir desse estudo, é revelado mais um aspecto crucial para a conservação do krill Antártico.
Leia a notícia completa abaixo, copiada do site Ambiente Brasil:
Cocô de baleia ajuda a sequestrar carbono no mar
Salvar baleias ameaçadas de extinção pode aumentar a capacidade de armazenamento de carbono no oceano Antártico, segundo novo estudo sobre as fezes do mamífero. Os excrementos despejam enormes quantidades de ferro no mar, o que impulsiona o crescimento do fitoplâncton, sequestrador de carbono.
O autor da pesquisa, Stephen Nicol, da Divisão Antártica Australiana com sede em Kingston, na Tasmânia, encontrou grande quantidade de ferro no cocô das baleias. Ele considera que a caça comercial dos animais pode ter sido responsável pela diminuição de cerca de 12% de ferro na superfície do Antártico.
Estudos anteriores mostram que o ferro é crucial para a saúde do oceano porque o plâncton precisa dele para crescer. “Se você adicionar ferro solúvel no oceano, obtém o crescimento do fitoplâncton instantaneamente”, disse o pesquisador. A quantidade de ferro nas fezes significa que proteger as baleias da Antártida poderia inchar as populações de fitoplâncton, que absorvem o dióxido de carbono.
O krill antártico (Euphausia superba) – pequeno crustáceo – serve de alimento para os fitoplânctons, concentrando o ferro em seus tecidos. Por sua vez, as baleias se alimentam deles.
Rações de ferro – Uma pesquisa anterior levantou que as baleias reciclam o ferro do oceano se alimentando da substância encontrado no krill e, posteriormente, liberando-a nas fezes para os plânctons. Mas até este estudo, ninguém havia analisado o excremento dos mamíferos para constatar se eles continham significativa quantidade de ferro.
A equipe de Nicol analisou 27 amostras de quatro espécies de baleias e descobriu que nas fezes de um animal média existe 10 milhões de vezes mais ferro do que na água do mar da Antártida.
Os pesquisadores confirmaram que o ferro veio do krill, pela análise do teor da substância em todo o crustáceo e da amostra do material genético do DNA das fezes. “Nós confirmamos que a grande maioria do ferro no cocô veio do krill”, explicou o autor.
Comedores de Big Mac – Pelas estimativas da população de baleias no oceano Antártico antes da caça comercial que teve início no começo do século passado, Nicol levantou que os mamíferos – agora em perigo – consumiam cerca de 190 milhões de toneladas de krill todos os anos e produziam 7.600 toneladas de fezes ricas em ferro.
De acordo com o autor da pesquisa, populações maiores teriam produzido mais ferro, causando o aumento do número de fitoplânctons e krill.
“Proteger as baleias implica no lento recomeço do sistema”, disse ele. “E isso acabará por aumentar a quantidade de CO2 que o oceano Antártico pode sequestrar.”
David Raubenheimer, pesquisador de ecologia nutricional marinha da Universidade Massey, em Auckland, Nova Zelândia, afirmou que as descobertas são importantes e convincentes. “Elas destacam um papel ecológico específico para as baleias nos oceanos diferente do seu carisma.”
Peter Gill, ecologista da universidade de Deakin em Warrnambool, na Austrália, chama a pesquisa de “excitante”. “Muitas baleias foram retiradas dos mares antes que pudéssemos compreender a ecologia do oceano”, disse. “É emocionante quando podemos reconstruir o passado e percebemos que todas as peças se encaixam.” (Fonte: Folha Online)
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Pelos pinguins! Participe desse grande MOSAICO
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Tratado Antártico: 50 anos
Os 14 artigos do texto foram redigidos em espanhol, francês, inglês e russo, as línguas oficiais do Sistema do TA. Este Sistema é se desenvolve a partir das Reuniões Consultivas do TA e de 4 acordos fundamentais: as Medidas para a Conservação da Fauna e Flora Antárticas(AMCAFF), a Convenção para a Conservação das Focas Antárticas (CCAS), a Convenção para a Conservação de Recursos Vivos Marinhos Antárticos (CCAMLR) e o Protocolo de Proteção Ambiental para o Tratado da Antártica (Protocolo de Madrid).
Apesar do TA ter entrado em vigor em junho de 1961, o Brasil só aderiu ao mesmo em 16 de maio de 1975, tornando-se Membro Consultivo ao final de 1983.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
VI Simpósio em Ecologia: Interações entre a Antártica e a América do Sul no Ambiente Marinho (Antarctic-South American Interactions in the Marine Environment)
Inscrições com desconto vão até 10 de setembro.
O envio de resumos - na área do tema - poderá ser feito até 30 de setembro. Para submeter os resumos (até 3 por autor) o autor que irá apresentar deverá estar inscrito no evento. A ficha de inscrição e o comprovante de depósito bancário deverá ser enviado juntamente com o resumo.
As vagas são limitadas. Todos os inscritos irão receber certificado de participação com 16 horas de atividades.
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Invitation:
Dear colleagues
We are hereby pleased to announce the forthcoming VI Symposium in Ecology: "Antarctic-South American Interactions in the Marine Environment", to take place on November 5-6th 2009 at the Federal University of Rio de Janeiro (UFRJ).
Note cheaper early registration fees are available to all participants until September 10th.
Abstracts on the theme can be submitted until September 30th according with instructions given. There is a limit of 3 submitted abstracts per author, who must be a registered participant.
The abstracts are to be submitted along with the filled registration form and receipt of bank deposit of the registration fee.
Please, forward this announcement to students, friends and colleagues.
Limited places!! All participants will receive a participation certificate worth 16 h of activities.
Attentiously,
Organizing Committee
VI Symposium on Ecology
Polar-Palooza na UFRGS
Trata-se do evento "Pinguins, ursos polares, geleiras e o Brasil".
Acima, o cartaz do evento. O NUPAC agradece por qualquer divulgação no âmbito das escolas públicas e privadas de Porto Alegre e vizinhanças.
Note que a atividade do dia 24 de setembro é para profissionais e estudantes universitários. No dia 25, o Salão de Atos da UFRGS estará aberto a alunos do ensino fundamental (a partir da 6ª série) e do ensino médio.
A Tour of the Cryosphere 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Governos do Tratado Antártico falham nas decisões sobre Mudanças do Clima, mas progridem na regulamentação de áreas marinhas protegidas e turismo
17 de abril de 2009 – Baltimore, Maryland, EUA
A XXXII Reunião Consultiva do Tratado da Antártica, (ATCM - Antarctic Treaty Consultive Meeting), teve um momento promissor importante, logo no seu início, dia 7 de abril, quando a secretária de estado norte-americano Hilary Clinton abriu a reunião. A secretária Clinton proferiu sobre a necessidade de abordar o aquecimento global e observou que os Estados Unidos estão preocupados com o turismo na Antártica. No discurso, a secretária seguiu observando que na semana anterior, o Presidente Obama comunicou que mandaria o Anexo IV do Protocolo Ambiental da Antártica para ser ratificado no Senado norte -americano. O Anexo IV estabelece regras para a responsabilidade civil, decorrentes de acidentes ambientais promovidos por operadores/agentes comerciais na região antártica. A ratificação do Anexo IV também estabelecerá a restituição dos custos empenhados pelo governo norte americano nas respectivas operações de limpeza e mitigação do dano ambiental causado pelas operadoras daquele país. Este único ato representa um exemplo para os outros membros do tratado fazerem o mesmo.
Na seqüência dos eventos nesta XXXII ATCM, as últimas descobertas científicas sobre as mudanças do clima foram um dos tópicos principais da reunião. Os resultados científicos do IV Ano Polar Internacional (API), apontando para impactos severos nas regiões do Ártico e da Antártica como conseqüência das mudanças climáticas, foram aceitos por todos os governos. Somado a isso, o Comitê Científico sobre Pesquisa Antártica (SCAR - Scientific Committee on Antarctic Research) apresentou um relatório importante sobre as mudanças climáticas na Antártica, contendo a mais atual síntese da ciência do clima naquele continente.
Infelizmente, a despeito de todas as evidências apresentadas, os membros do Tratado Antártico não acordaram sobre a linguagem a ser empregada no relatório final da reunião, que expressaria a necessidade urgente para "um bom acordo sobre o clima", a ser apresentado e negociado na próxima reunião, em Copenhague, dezembro próximo. Ficou claro que alguns representantes estavam impedidos pela resposta doméstica incerta de seus países quanto às mudanças climáticas, o que os impediu de apoiar enfaticamente a ação sobre mitigação das mudanças climáticas, mesmo considerando as evidências e a urgência da situação. Em contrapartida, os governos concordaram em promover uma reunião especial com especialistas do clima na Noruega, em 2010, e também enviaram o relatório do SCAR para ser incluído na estrutura das Nações Unidas sobre as Mudanças do Clima (UNFCC), para ser utilizado nas negociações de Copenhague, em dezembro de 2009. Os ministros que assistiram a abertura da XXXII ATCM concordaram com duas declarações: relativas à relevância do API e ao significado dos 50 anos do Tratado da Antártica. Ambas as declarações apresentaram preocupações sobre as mudanças climáticas.
Segundo Rob Nicoll (WWF) "os membros do Tratado Antártico perderam uma oportunidade para honrar as responsabilidades na proteção e preservação do ambiente antártico ao não promover uma chamada coletiva para construir um tratado justo, efetivo e cientificamente sustentado, substituindo o Protocolo de Kyoto."
"Raramente a ciência é tão convincente e inequívoca" declarou Jim Barnes, diretor executivo da Coalisão do Oceano Austral e Antártica (ASOC). "Estas evidências "devem servir como uma chamada de alerta aos governos do mundo para reduzir as emissões de gases estufa e instaurar uma proteção compreensiva para o continente antártico e o oceano Austral."
No lado positivo, foi acordado entre as partes do Tratado trabalhar em conjunto com a Comissão para Conservação dos Recursos Vivos Marinhos da Antártica (CCAMLR) para estabelecer uma rede compreensiva e representativa de áreas marinhas protegidas no oceano Austral. Embora nenhum alvo claro nem cronograma foram estabelecidos, as onze áreas designadas pela CCAMLR para serem incluídas na rede de áreas protegidas (MPA network) foram endossadas pelo conjunto dos membros – incluindo o mar de Ross. As mudanças do clima, acidificação dos oceanos e as atividades crescentes de pesca e caça da baleia no oceano Austral estão colocando esse ecossistema frágil sob pressão crescente. O estabelecimento de uma rede áreas marinhas protegidas e reservas marinhas é crucial para construir a resiliência dos ecossistemas marinhos e, também, serve como áreas de referência científica para estudos relativos aos impactos das mudanças climáticas.
Barnes observa que "agora que a CCAMLR e a ATCM estão unidas neste esforço, existe uma possibilidade de estabelecer a proteção marinha nesta região, antes que seja tarde demais."
"As partes tem uma próxima oportunidade para estabelecer a rede de áreas que preservam a vida na próxima reunião da CCAMLR que ocorrerá no prócximo semestre, desta maneira oferecendo ao sistema do Tratado Antártico algo concreto para celebrar os seus 50 anos de existência" observou Richard Page (Greepeace international).
Com relação ao turismo, a ATCM adotou uma medida legalmente aplicável ao impedir qualquer desembarque na Antártica relativo a navios que transportam mais de 500 passageiros. Além disso, a ATCM aprovou uma resolução contendo princípios genéricos e voluntários sobre o turismo na Antártica. Entre esses princípios, a declaração de que o turismo não deve contribuir com a degradação de longo prazo do ambiente antártico e deve estar de acordo com a prioridade das atividades científicas para a região.
As fontes da indústria do turismo indicam que mais de 38.000 turistas, na maioria passageiros embarcados em navios, viajaram à Antártica no verão austral de 2008-2009. Os números projetados para a próxima estação são de aproximadamente 43.000 turistas.
Durante a última década, os números da indústria do turismo na Antártica duplicam a cada 5 anos.
"Durante os últimos 8 anos de discussões sobre a indústria do turismo na Antártica, os membros do Tratado da Antártica não tem se mostrado dispostos a discutir a natureza básica desta atividade, se permitindo serem distraídas pelas manifestações menores do fenômeno do turismo nesta região. Neste contexto, os passos largos dados por esta ATCM são positivos" declarou Ricardo Roura (consultor sênior da ASOC). Roura também disse que "estes passos, no entanto, demoraram muito a acontecer e constituem somente uma fundação rasa para um regime de gestão do turismo na Antártica. Esperamos que os próximos passos a serem tomados, nas próximas ATCMs ,além da atitude dos seus membros quanto a esta questão abordem proativamente o desenvolvimento do turismo na região antártica."
ASOC, abril 2009sábado, 8 de novembro de 2008
Termina a reunião anual da CCAMLR
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
A comunidade Antártica pode proteger o fundo marinho do Oceano Austral
A Austrália propôs que a comunidade internacional, que atua na Antártica, discuta e vote uma proposta que será um marco para a proteção contra a atividade de pesca de áreas marinhas importantes do Oceano Austral. As Delegações nacionais dos 26 estados signatários (entre eles o Brasil) da Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos da Antártica (CCAMLR), realizaram nos últimos 10 dias o seu vigésimo sétimo fórum anual, na sede da organização, em Hobart, na Tasmânia, Austrália.
Os australianos estão propondo a proteção de 400 km2 de duas áreas submarinas, que ficam a 800 m de profundidade (cerca de 65 milhas a leste do continente antártico). O Dr. Tony Press, Diretor do programa antártico australiano, ou Australian Antarctic Division (AAD), declarou que, no início deste ano, uma missão de exploração científica para estas áreas resultou na descoberta de uma abundância surpreendente de vida, incluindo diversas espécies desconhecidas pela ciência. Dr. Press declarou, ainda, que "essa comunidade de corais é muito similar a algumas partes da Grande Barreira de Corais. As espécies de plantas e animais destas comunidades - incluindo uma aranha marinha gigante de cor laranja – são únicas para essa região do mundo e que se trata de um ecossistema marinho complexo, onde cada espécie é dependente da outra para sobreviver. Assim, a perturbação deste equilíbrio delicado, promovido pela atividade de pesca indiscriminada, poderia causar danos irreparáveis a essas comunidades submarinas".
Por fim, o Dr. Press diz que "a iniciativa de declarar estes leitos marinhos (na verdade um complexo de montes marinhos) como ecossistemas marinhos vulneráveis, irá protegê-los contra o impacto da pesca de fundo em águas abertas do Oceano Austral. Esta é a primeira proposta que promove a classificação de vulnerabilidade de um ecossistema marinho no Oceano Austral."
Outra questão fundamental discutida nos últimos dez dias tem relação com o krill antártico. Por ser alimento principal para diversas outras espécies, a conservação do krill é também fundamental para a sobrevivência de todo o ecossistema antártico.
Para manejar esse equilíbrio delicado envolvendo o krill (competição entre a exploração humana e outros predadores), a ciência ainda precisa saber mais. Assim, um dos focos de discussão na CCAMLR XXVII será a instituição de observadores científicos embarcados nas frotas de pesca, para coletar dados vitais ao manejo sustentável do pesqueiro do krill antártico.
Mais informações Projeto de Conservação do Krill Antártico - PCKA http://www.krillcount.org/
Antarctic and Southern Ocean Coalition - ASOC http://wwwasoc.org/
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Novo blog da ASOC
Você é convidado a contribuir com entradas de qualquer tipo (a respeito da Antártica) para o blog; seja anunciando eventos, informação a respeito de projetos de pesquisa, opiniões ou mesmo vídeos (inclusive do YouTube) sobre a Antártica. Entradas ideais são aquelas relativamente curtas para chamar a atenção dos usuários comuns da internet, algo como um ou dois parágrafos com elos para informações mais detalhadas. Acesse e apóie a ASOC.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Aker Biomarine candidata-se à certificação MSC
A empresa vai agora avançar para uma avaliação MSC plena. "Aker BioMarine vende produtos com plena rastreabilidade através da cadeia de produção. Para nós, é de primordial importância capturar krill de modo responsável e sustentável. Esperamos uma captura de 55 mil toneladas no próximo ano e não pretendemos nos tornar um grande competidor em termos de volume. É tudo sobre usar a tecnologia mais avançada para maximizar o valor da biomassa da nossa colheita", diz Kjell Inge Røkke, CEO da Aker BioMarine.
"A certificação de uma instituição respeitável como a Marine Stewardship Council fortaleceria nossa posição como uma empresa líder mundial de ingredientes em operações e pescas", diz o Sr. Røkke.
O MSC é uma organização independente, mundial, sem fins lucrativos, cuja certificação de pesca líder e programa de rotulagem ecológica permitem pescas sustentáveis e bem geridas para serem avaliados independentemente para demonstrar a sua sustentabilidade. A certificação bem sucedida permitiria aos produtos Aker BioMarine portarem o MSC selo ecológico que oferece aos consumidores uma garantia de sustentabilidade, uma gestão eficaz das pescas, bem como a total rastreabilidade através da cadeia de custódia. A certificação MSC incide sobre a saúde do estoque pesqueiro e como ele é gerido, além de avaliar o efeito mais amplo da pesca sobre o ecossistema. Isso inclui uma gama de mamíferos marinhos, aves e peixes.
O krill é a pedra angular das espécies no oceano Antártico e a Aker BioMarine comprometeu-se à captura sustentável deste valioso recurso. A empresa tem atualmente observadores independentes nos navios o tempo todo para monitorar e relatar as operações de pesca. Equipamento de colheita especializado é utilizado para evitar as capturas incidentais de aves ou mamíferos marinhos. Sistemas de localização por satélite estão instalados em navios da Aker BioMarine para o registro constante da duração e localização da pesca. Outros trabalhos estão sendo realizados com grupos científicos para avaliar e reduzir as capturas incidentais de organismos marinhos durante as operações de pesca.
Todas as operações de pesca na Antártica são gerenciadas pela Comissão para a Conservação dos Recursos Vivos Marinhos Antárticos (CCAMLR). A CCAMLR opera um controle rigoroso sobre a pesca do krill e é reconhecida como um dos sistemas de gestão mais profissionais do mundo. As cotas admissíveis de capturas são fixadas num nível de precaução para evitar qualquer impacto sobre as populações de predadores. A pesca do krill vem operando com sucesso na Antártica desde a decada de 1970 e atualmente está removendo uma quantidade de 150.000 toneladas por ano, bem abaixo dos totais de captura ditos admissíveis, ou seja, 4 milhões de toneladas. A biomassa total estimada de krill está entre 150 e 500 milhões de toneladas, o que o qualifica como um dos maiores recursos dos oceanos do mundo.
A Aker BioMarine diz que reconhece a necessidade de uma maior compreensão científica a respeito do krill, sua distribuição sazonal, variações anuais de populações, predadores e os efeitos da interação com alterações climáticas. A empresa quer contribuir para uma maior pesquisa, oferecendo seus navios como plataformas de apoio a instituições científicas. (Esta nota saiu no TheFishSite de 13 de outubro de 2008)
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Ciência e matança

O programa “científico” japonês de caça baleeira antártica, conhecido como JARPA ou "Scientific Whaling", desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa de Cetáceos (ICR), teve início em 1987, em seguida à moratória da caça comercial de baleias. O Japão diz que sua pesquisa objetiva reverter essa proibição, fornecendo evidências de que esses mamíferos podem ser caçados de modo sustentável.
Críticos dizem que esta atividade, apesar de limitada, trata-se de um disfarce para a caça comercial de baleia. Isto porque a carne é vendida como alimento pela Kyodo Sempaku, e porque as baleias não precisam ser mortas para se obter a informação requerida sobre estrutura e números populacionais. Até 2005, o Japão matava um máximo de 440 baleias minke das espécies antártica (Balaenoptera bonaerensis) e anã (B. acutorostrata subspecies) no oceano Austral a cada verão. Recentemente aquela quota foi duplicada, e no ano passado o programa japonês afirmou que caçaria 50 baleias de cada uma das espécies ameaçadas, fin (Balaenoptera physalus) e jubarte (Megaptera novaeangliae), pela primeira vez após décadas sem caçá-las. Porém, recuou “temporariamente” após intensa pressão política e por problemas logísticos tendo ficado em 551 o número de minkes mortas ao termino da temporada de caça (ver: http://www.environment.gov.au/coasts/publications/pubs/iwc-factsheet-whaling.pdf).
Até agora, a principal tese defendida pelo programa japonês foi que as baleias devem ser mortas para conservar os estoques pesqueiros – uma idéia ridicularizada pelos experts em pesca.
Para ver o artigo completo "Whales losing blubber, claims controversial Japanese study", acesse o portal do periódico britânico The Guardian em http://www.guardian.co.uk
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Reuniões da ACAP em Cape Town
O Acordo para a Conservação de Albatrozes e Petréis (ACAP) realizou os encontros de seus grupos de Trabalho e Consultivo, neste mês (o8/2008), em Cape Town, África do Sul.A ASOC tem status de membro observador na ACAP, e nossos representantes lá foram Estelle van der Merwe (ASOC/AKCP, Chefe da Delegação) e Rebecca Baird (WWF, Consultora). De 17 a 21 de agosto elas participaram do Grupo de Trabalho sobre captura incidental de aves, em Hermanus, e de 22 a 25 de agosto, da reunião do Comitê Consultivo, em Cape Town. Um pequeno grupo tem discutido os objetivos e prioridades para esses encontros, os quais podem ser considerados um degrau para um engajamento maior com a ACAP no próximo ano.
O website da ACAP - http://www.acap.aq -

